Imperatriz 
Leopoldinense




Quinta escola a pisar na avenida nesta segunda-feira, a Imperatriz Leopoldinense fez um desfile impecável. Conseguiu apagar a má impressão deixada pela Portela e comprovou mais uma vez seu profissionalismo no carnaval carioca. O enredo sobre as histórias do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen foi desenvolvido com muita clareza e primor pela premiadíssima carnavalesca Rosa Magalhães e trouxe belos carros e fantasias. O samba foi cantado pelos componentes do início ao fim, mas a reação do público foi pequena.

A primeira boa impressão chegou com a comissão de frente, sob responsabilidade de Fábio de Mello. Quinze homens vestidos de cisnes, os Príncipes em Transformação, em alusão à história do patinho feio, fizeram uma coreografia que dava a impressão de que a avenida havia sido tomada de fato pelas aves. Sem precisar de uma alegoria-muleta, usada por muitas escolas este ano, a comissão recebeu muitos aplausos das arquibancadas.

O abre-alas, o carro Era uma Vez, trazia a imagem do escritor e era ao mesmo tempo uma réplica de um pequeno teatro, de onde a corte do Reino de Fadas saía e evoluía.

As temperaturas quase glaciais da Dinamarca, que tanto impressionaram Rosa em sua visita ao país para desenvolver o carnaval, estavam representadas nas primeiras alas da escola, que também contavam a história da Rainha das Neves, tema da roupa das baianas.

Outro carro que impressionou pelo preciosismo na confecção foi o Rouxinol do Imperador, sobre a história de mesmo nome. Cerca de 200 réplicas de porcelana chinesa feitas de isopor e papel decoravam a alegoria.

O mestre-sala Chiquinho e a porta-bandeira Maria Helena vieram logo em seguida com trajes no verde da Imperatriz.

Os ritmistas da bateria conduzida pelo mestre Beto estavam fantasiados de Rei, abrindo mais uma história de Andersen contada pela Imperatriz e, segundo o enredo, para mostrar que no carnaval todo mundo é rei. No carro sobre o mesmo tema, o nadador Fernando Scherer vestido com uma roupa maior do que habitualmente é visto nas piscinas onde compete.

A alegoria Quarto de Brinquedos também foi grata surpresa na avenida. Dois carros interligados traziam bailarinas e soldadinhos de chumbo em coreografias que simulavam movimentos de brinquedos de corda.

Por fim uma homenagem ao escritor brasileiro Monteiro Lobato com alas e um carro sobre o Sítio do Picapau Amarelo, com um agradecimento em neon. Tias Anastácias, rinocerontes, emílias tomaram conta da avenida, num colorido que contrastava com o branco inicial da escola. A Imperatriz mais uma vez mostrou que samba é coisa de gente grande.



site não oficial da imperatriz leopoldinense

lançamento : 27 Janeiro 2004

email : imperatriz@free.fr

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